Dicas para negociar preços com fornecedores 7


Cartas de poquer

1) Negociar é um jogo

Uma coisa que eu aprendi com o meu marido é que negociar é um jogo. De um lado, você defende o seu bolso; do outro, a loja defende seus cofres. É preciso ter estratégia, cartas na manga e muita calma para chegar a um preço justo. Segue um roteiro básico de perguntas que eu faço quando quero um descontão.

2) Tenha dinheiro na mão

Antes de sair pra negociação, junte o máximo de dinheiro que puder. Isso porque pagar à vista é sinônimo de desconto. Para os fornecedores, mais vale dinheiro na mão que prestações (elas pagam uma “comissão” para as empresas de cartões de crédito e cobram juros quando parcelamos no cheque).

3) Blefe

Para conseguir descontos, você precisa de moeda de barganha. Nunca ofereça de cara pagar da maneira que você pretende, seja ela qual for.

Logo que o vendedor diz o preço, faça uma carinha de quem não tem nem perto disso na conta (o que, na maioria das vezes, é a pura verdade). Veja se ele consegue baixar um pouco o preço e pergunte qual é o maior prazo de parcelamento (mesmo tendo dinheiro para pagar à vista ou dar uma bela entrada).

4) Tire uma carta da manga por vez

Sempre que o vendedor te der um novo preço ou uma nova condição de pagamento, melhore a sua oferta. Só assim você chegará no melhor que ele pode oferecer.

Se, por exemplo, o preço inicial for R$ 1.000 e você puder pagar à vista, comece perguntando se dá para baixar o preço, em quantas vezes parcelam. O vendedor baixa o preço um pouquinho e parcela. Pergunte se ele te dá um desconto caso você dê R$ 200 de entrada e divida o resto. Se ele baixar, ofereça R$ 300 de entrada e assim por diante. No fim, pergunte como ficaria à vista. Com certeza, o preço será bem menor que o inicial.

Na minha experiência desse fim de semana, passamos horas negociando até que, depois de muita insistência, com a loja fechando e os vendedores loucos para irem embora, conseguimos um desconto de 35%!

5) Cuidado com as armadilhas

Os fornecedores sempre vão dizer que você precisa fechar o negócio no mesmo dia ou não poderão te dar as condições de pagamento que você quer. “A promoção é só por hoje“, “Amanhã vira o mês e já não consigo esse desconto” e  “Esse preço é só para este evento” são algumas das artimanhas que ouvi.

Com exceção de feiras de noiva, que realmente têm descontos especiais só por alguns dias, o resto é bobagem. Se você não se sente seguro para fechar o negócio, não feche. Caso volte para casa, pense e resolva contratar a tal empresa, duvido que dificultem. Eles precisam de você assim como você precisa deles.

6) Respeite seu bolso

Não importa qual foi o tamanho do desconto, se o preço ficou acima do que você pode pagar, não contrate. Pegar empréstimos e assumir dívidas maiores do que seu poder aquisitivo são armadilhas dolorosas para os noivos.

Em vez de ficar feliz por ter contratado o melhor fornecedor do mundo, você ficará atormentado com a preocupação de como quitar as parcelas. O melhor e pesquisar mais até chegar a um preço que caiba no seu bolso.

Agora que tem o passo a passo em mãos, hora de partir para a pesquisa. Veja aqui uma lista de fornecedores de casamento de todo o Brasil. Muitos deles oferecem condições especiais para leitores do Planejando Meu Casamento!

Foto: iStock Photo.


sobre Cíntia Costa

Jornalista e publicitária, é a autora do blog e do livro Planejando Meu Casamento. Casou-se em 2009 com o amor da sua vida e chora em todos os casamentos que assiste!


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7 thoughts on “Dicas para negociar preços com fornecedores

  • Silvinha

    Ola… adorei suas dicas, eu sou péssima para isso.. e quando me irrito acabo brigando…aff mas adore… vou começar a pratica-las…
    bjim

  • Fernanda

    ótimas dicas, mas eu odeio negociar!!! sou de esquerda mesmo (se isso ainda quer dizer alguma coisa) e odeio esses joguinhos capitalistas…oras, me deem a melhor opção e eu serei honesta com relação o quanto eu tenho e como posso pagar. economizaria o tempo e a paciência de todo mundo, principalmente a minha. sempre oferecia as melhores condições aos meus clientes, já deixando claro que era a melhor pois não tenho paciência pra barganhas…”quer? ok! não quer? próximo!” tô batalhando pra ter grana e fugir desse tipo de negociação, eu pago pra não ter que perder meu tempo…rs… dessa forma não ficarei rica, mas não serei stressada…ô mundinho chato esse…hehe… as utopias ficam cada vez mais utópicas

  • Leonardo Lopes

    Adorei as dicas. Sou Engenheiro de Computação e estou iniciando na área de Gestão de Tecnologia. Isso inclui contatos com fornecedores e negociação de preços. As dicas aqui, se aplicam nessa e em qualquer área de negócio.

    Parabéns!

  • Gerson Paes

    Pois é amiga… casamento é sempre muito caro e não pode começar com muitas dívidas pra não começar chato. Certo?

    Minhas dicas são:

    Não faça um casamento maior do que você é… seja você e de acordo com sua realidade. Gastar muito e ter uma decoração impecável não significa que será um evento legal, divertido, que todos irão, etc. Já vi muitos lindos, chatos e que o povo não gostou… como também vi casamentos mais simples que foram super divertido e que o povo adorou. Lembre, o casamento não é fazer um mega evento, mas sim algo gostoso, querido, divertido e cheio de carinho.

    As vezes é melhor pensar se não vale a pena casar de dia, alguns lugares tem preços melhores pro dia. Eu acho super chique também. Ainda mais se for numa chácara ou praia.

    Se for barganhar, atenção… lembre de ter limites e tomar muito cuidado pra não ofender seu fornecedor ou conseguir um preço tão baixo que o serviço será feito nas coxas e sem um pingo de boa vontade.

    As feiras de noivas tem aquele papo “é só hoje, só na feira”. Muitos correm atrás dos clientes que deixam seus contatos ainda oferecendo as mesmas condições.

    Muitas empresas mostram fotos lindas… mas passam os trabalhos pra Freelas baratinhos fazerem. Ou seja, você compra uma coisa (vendo aquelas fotos lindas) e recebe outra coisa. Nunca nem viu uma foto do cara que vai clicar seu evento. CUIDADO, isso é bem comum por aí. E cobram uma fortuna. Saiba quem vai e o que já fez.

    Experiência própria: Um cliente tentou abaixar meu preço, pediu parcelamento, brinde… que começou a ficar chato e comecei a me sentir tão desvalorizado que me recusei a trabalhar pra ele. Eu sou assim. Trabalho pra quem eu quero, pra quem gosto e me identifico, e pra quem gosta do que eu faço. Minha dica é… quer negociar? Pergunte o que pode ser feito. Abra o jogo, diga o que tem pra investir e o que facilitaria sua vida pro seu fornecedor pensar o que lhe oferecer. Eu negocio e facilito quando precisam… mas com tanto que me respeitem e respeitem meus valores.

    Desculpe me empolguei, mas foi pra tentar dar uma luz pra quem cai de paraquedas nesse assunto e se sente perdido.