Por Eliana Costa, psicóloga, professora e a mãe mais querida do mundo
Neste ano completo 28 anos de casada!
Casei numa época em que os pais decidiam praticamente tudo do casamento. É lógico que eles ouviam nossas preferências, mas a palavra final era deles, até porque eram eles que arcavam com quase todas as despesas.
Me lembro com alegria dos preparativos, da escolha do vestido na rua São Caetano (mesmo lugar em que a Cíntia está alugando o vestido dela!).
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Porém, apesar de tudo ter sido muito bom, eu mudaria algumas coisas que eu escolhi na época: o penteado, sair “fugida”da festa na melhor parte (naquela época, os amigos “aprontavam” com os noivos na saída da festa, então fui para o hotel escondida e de vestido de noiva) e ter entrado rigorosamente no horário marcado no convite (apenas a metade dos convidados estava na igreja). Hoje eu curtiria tudo isso com mais calma, inclusive as brincadeiras dos amigos!


Agora chegou a vez da Cíntia… Ela está casando com mesma idade com que casei, 23 anos. Como o tempo voa… Ela chegou na minha vida quando eu tinha 27 anos, num dia mais do que especial (12 de junho, dia dos namorados). Eu tinha muita energia para seguir aquela sapeca, que com 10 meses já andava e mexia em tudoooooo. Era muito curiosa. Ela já era linda como hoje, só que os olhos eram azul turquesa e o cabelo, bem clarinho. Começou a falar muito cedo e quando a gente pedia um tempo, ela respondia “até parece que falar é castigo!”. Adorava brincar com seu irmão mais velho e ainda me ajudava a cuidar da irmã caçula. Quando ia a lugares públicos, conversava com todos e fazia muitas perguntas (já tinha a vocação para jornalista!).
Tenho orgulho de vê-la se tornando mulher e realizando seus sonhos neste casamento, em que ela e o noivo planejaram e bancaram praticamente tudo! Espero que ela curta muuuuitooo o dia da noiva, a cerimônia da igreja, a festa, e, é claro, a lua-de-mel, pois tudo passa muito rápido!
Nossa própria despedida
Eu e ela tivemos nossa própria despedida. Saímos juntas, só as duas, fizemos comprinhas, tomamos um café e eu dei a ela de presente dois livros sobre casamento (“Como Mudar o que mais Irrita no Casamento“, de Gary Chapman, e outro sobre o papel da mulher como esposa).
Na última manhã da Cíntia em casa, levei leite com chocolate para ela na cama quando acordou, como fazia sempre em datas especiais e ela adorava. Dessa vez, levei junto uma caneca vazia na bandeja, para que ela as levasse para sua nova vida com seu marido.
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Desejo que ela seja tão feliz como eu tenho sido no casamento com o pai dela, apesar das dificuldades que tivemos e temos. Que leve para a casa nova as coisas boas que aprendeu em nosso lar, pricipalmente a dependência de Deus a cada dia, o Deus dos impossíveis que opera milagres em nossas vidas!
Que Deus os fortaleça e renove a cada amanhecer juntos! Sentiremos saudades, mas estamos muito felizes com seu novo lar! Amamos vocês!